AS REPRESENTAÇÕES DOS TRABALHADORES EM THE JUNGLE ROUTE, DE FRANK KRAVIGNY
UM ESTADUNIDENSE NAS OBRAS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ
DOI:
https://doi.org/10.31517/rsa.v9i15.90Palavras-chave:
Relato de viagem., The jungle route., Madeira-Mamoré., Zona de contato., Imperialismo.Resumo
O presente trabalho apresenta uma análise do relato The jungle route (1940), de Frank Kravigny, estadunidense que trabalhou nas obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, entre 1909 e 1910. Nossa análise objetiva refletir sobre as representações dos espaços amazônicos descritos por Kravigny no que tange às relações entre os trabalhadores estadunidenses e de demais nacionalidades que atuavam nas obras da ferrovia. Partindo da concepção de que as obras da ferrovia formavam uma espécie de Babel Amazônica, e considerando as diferentes condições de privilégios dos sujeitos que compunham aquele espaço-tempo. Em nossa análise, usamos como principal aporte teórico-crítico a abordagem dos estudos pós-coloniais e decoloniais. Assim, o nosso estudo demonstra a influência dos discursos de cunho colonizador e imperialista para a constituição de propostas de uma Amazônia que é apresentada como carente dos ditames da modernidade; espaço-tempo onde civilização, progresso e desenvolvimento estão no horizonte, em um estado de porvir.
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